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Acolhida na Colônia

Um circuito para pedalar em família

Este circuito foi implantando dentro de um programa de agroturismo já existente na região abaixo da Serra do Corvo Branco. O circuito ainda está em formação, com apenas duas cidades, Anitápolis e Santa Rosa de Lima, mas logo várias outras entrarão nas rotas.

O conceito Acolhida na Colônia é exatamente o que expressa o nome: você será acolhido nas casas de sitiantes da região para vivenciar o estilo de vida local.

Quando você associa isso ao cicloturismo fica tudo muito mais divertido. Primeiro porque, quando você chega a uma casa de colono de bike, o sorriso já é outro. Segundo porque a principal característica da região é achar que você come mal na cidade grande. É tanta comida diferente que só pedalando para não pesar na consciência. O destaque fica para as cucas, cada parada tem uma diferente. Até parece que as tias competem pra ver quem engorda mais os visitantes. Na visita que fizemos, surgiu um apelido para o circuito: A comida na Colônia.

Todo o esquema é baseado no conceito de agroturismo que é diferente de turismo rural. No primeiro, os sitiantes mantêm todas as características da sua produção e apenas abrem espaço para receber visitantes desejosos de experimentar seu dia-a-dia. Claro que, com o aumento do fluxo de turistas, a maioria já organizou quartos em casas desenhadas para serem pousadas, mas todo o resto permanece como antes.

Atualmente são cinco rotas para pedalar entre as cidades de Anitápolis e Santa Rosa de Lima. Em torno de cada município existem dois roteiros circulares e entre eles há um de união. O projeto de cicloturismo para a região é grande e prevê que as rotas comecem em Urubici, no alto da serra de Santa Catarina, passando por Grão Para, Serra do Corvo Branco e outros lugares.

 

Anitápolis

Essa simpática cidade catarinense é a porta de entrada do circuito para quem vem de Florianópolis. Nela você irá encontrar dois roteiros circulares: Rio da Prata e Rio do Ouro.

O Rio da Prata não é exatamente circular: você começa e termina no mesmo lugar, mas vai e volta pela mesma estrada. Essa rota acompanha o curso d’água até a cachoeira do Rio da Prata que é o ponto alto do passeio e requer ainda uma caminhada de uns dez minutos. A estrada de terra é um leve aclive que você nem sente porque está entretido com a paisagem em volta. Na realidade, essa subidinha só é percebida na volta, quando a bike embala fácil, reduzindo bastante o tempo de retorno.

Cachoeiras são sempre a vedete em passeios de bike, mas nesse trecho há algo raro que vale uma parada: uma marcenaria completamente movida pela força da água. Todas as máquinas são acionadas por uma roda d’água atrelada a um emaranhado de engrenagens sob o piso do galpão. Lá dentro você vai encontrar um alemão fabricando caixas de abelha entre outras coisas.

O segundo roteiro na cidade, chamado de Rio do Outro, usa parte da estrada asfaltada que corta a região para conduzir até outra cachoeira. Este é um roteiro menor, que você pode fazer numa manhã e até atrelar ao de conexão para seguir para Santa Rosa de Lima, a segunda metade do Acolhida.

Santa Rosa de Lima

Situada mais ao sul, Santa Rosa oferece mais opções de parada nas duas rotas mapeadas ao redor da cidade. Entre os dois roteiros há seis pousadas, uma cachoeira, um museu e uma piscina de águas termais.

A rota Cachoeira May leva a uma cachoeira de mesmo nome e passa pelas pousadas Doce Encanto e Assing onde há um mercado de produtos locais. Passa também pelo centro da cidade. O trajeto não é grande e pode ser somado ao do Rio Bravo.

Essa segunda rota, também com menos de vinte quilômetros, leva ao que todos deixam para o último dia de passeio pela região: uma piscina termal para relaxar todos os músculos exigidos durante os pedais. Na verdade o esforço não é tão grande, exceto em Santa Rosa, onde as estradinhas de terra serpenteiam por entre vários morros e o sobe e desce é constante. Então, nada melhor do que finalizar o dia e a estadia na região nessa piscina.

Como ir

Como os circuitos são circulares em torno de duas cidades, ir de carro pode ser uma boa. A estrada que serve a região é a que liga Lages a Floripa, ambas servidas pela BR 116 e 101. De ônibus, o melhor é ir por Florianópolis e seguir para Anitápolis.

Se preferir chegar de bike mesmo, a sugestão é começar por Lages e descer a Serra do Corvo Branco passando por Urupema, Urubici e Grão-Para. Essas duas últimas cidades vão fazer parte do circuito muito em breve e Lages tem ônibus a partir de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

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